"Les tableaux sont effrayants, les principes sont perverts, les conséquences sont terribles, et c'est pourquoi nous avons écrit. S'il est dangereux de parler, il serait perfide de se taire." Jean-Pierre Louis de Luchet
21 de Outubro de 2010

 

Muito se fala da Justiça em Portugal, mas esta tarde na Bélgica Els Clottemans acabou de ser condenada a 30 anos de prisão pelo homicídio de uma colega do clube de paraquedismo que ambas frequentavam. Ambas mantinham uma relação amorosa com um colega holandês do mesmo clube. Até aqui nada de anormal. O problema é que foi condenada sem uma única prova material que fosse, apenas com suposições. Mas todas as evidências e suposições também poderiam ser viradas contra o amante. Desde o primeiro dia que Els Clottemans  grita a sua inocência em vão.

 

O Júri não a condenou a Prisão Perpétua devido à sua instabilidade emocional. A maioria da população flamenga da Bélgica está contra o Veredicto e acha escandaloso que alguém possa ser condenado a tal pena por actos tão graves com a ausência total de provas materiais.

 

E se a moda de condenar alguém em Portugal baseando-nos apenas em suposições. Havia de ser lindo, pouca gente andava na rua...

 

 


Els Van Doren, a vítima, era casada e Mãe dois filhos. O marido nunca suspeitou de nada.

 


coagitado por Miguel às 16:11
sinto-me:
13 de Outubro de 2010

Este é o meu primeiro post neste blog. Um post que vem de longe e é escrito por alguém que apesar de viver a 2400 kms de Lisboa, se preocupa com o que se passa no nosso País.


Após muitos anos em que o lema era “gastar agora e não nos preocuparmos com o pagar” eis que finalmente estamos a chegar à altura em que os credores aos poucos virão bater à porta e pedir o que é seu de direito. Desde a nossa entrada para a então CEE que Governo atrás de Governo apenas se preocupou em gastar em muita coisa que não era necessária e esqueceu muitas outras de grande importância. Viu-se a construção de um caixote em frente ao Planetário a que se deu o nome pomposo de Centro Cultural de Belém. Fez-se a Expo98 que de bom só trouxe a despoluição do Rio Trancão e a limpeza da zona leste de Lisboa que só de lá ir metia medo. Quase que se podia chamar a lixeira da Península Ibérica. Depois lá veio o Euro 2004. Foi um construir de estádios de futebol sem olhar aos princípios elementares de paisagem urbanística em que qualquer criança atenta terá pena de não ter uma retro-escavadora para efectuar a demolição do que vê à frente. Por fim vemos os anunciados investimentos no TGV que ninguém irá utilizar e que está provado que vai dar prejuízo, o novo aeroporto, enfim, é umdesenrolar de trapalhadas e de asneiras que insulta o mais comum dos mortais.


Será que quem nos governa o faz como governa a sua casa? Se assim é explica-se então o que todos os anos me espanta quando vou de férias a Portugal. Num país onde o salário mínimo é tão baixo e que apenas por vergonha não o menciono aqui e onde empresas requerem que os seus funcionários estejam disponíveis quase 24 horas por dia e 7 dias por semana, por vezes tenho a impressão que não estou em Portugal mas sim noutro País ou noutro planeta noutra galáxia. Vejo pessoas com ordenados baixos e que vivem em casas que muitas vezes estão cheias de humidade ou a precisar de grandes obras, a andar com roupas de marca, telemóveis de última geração, numa ostentação que apenas me faz pensar que o Governo de Portugal é o espelho da sociedade que governa.


Estrangeiros que fazem férias no nosso País por vezes perguntam como é que os Portugueses fazem para viver? Com o que ganham, como é que compram um carro, uma casa e conseguem andar vestidos como andam, passar as férias que passam, ir ao restaurante e ter todos os gadgets que têm. Eu respondo que não sei, que isso também me faz confusão. Respondo que conheço desempregados que têm filhos a seu cargo e que vão de férias aos Estados Unidos…


Fico preplexo ao ver o Serviço Nacional de Saúde e as suas famosas Listas de Espera, os preços pagos por cuidados médicos no privado, os sacrifícios pedidos aos Portugueses por “gente de barriga cheia” e que depois mostram a redução de umas meras migalhas (quando mostram) no seu salário porque “o exemplo vem de cima”.


Será a situação do País apenas culpa do Governo?

 

coagitado por Miguel às 14:27
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