"Les tableaux sont effrayants, les principes sont perverts, les conséquences sont terribles, et c'est pourquoi nous avons écrit. S'il est dangereux de parler, il serait perfide de se taire." Jean-Pierre Louis de Luchet
20 de Setembro de 2010

 

Joseph Ratzinger prossegue a sua demanda pela salvação da face da multimilionária organização que dirige. Na anglicana ilha, atribuiu as culpas dos males desta vida e da humanidade ao ateísmo e à ausência da mundividência dos crentes nos centros decisórios e no quotidiano de uma cada vez mais maioritária fatia da população. Recorre a sentimentos de rivalidade ancestrais e a memórias traumáticas, afirmando o suposto ateísmo do regime nacional-socialista de Hitler. Em suma, sacode a água do capote e dispara em todas as direcções. How christian of him...

Richard Dawkins respondeu à letra ao senhor do Vaticano durante uma manifestação de protesto contra a presença do antigo membro da Juventude Hitleriana em terras britânicas:

“Joseph Ratzinger is an enemy of humanity. He is an enemy of children whose bodies he allowed to be raped and whose minds he has encouraged to be infected with guilt. It’s embarrassingly clear that the Church is less concerned with saving child bodies from rapists than with saving priestly souls from hell. And most concerned with saving the long-term reputation of the church itself."

Repetidamente elogiado pelos "Césares das Neves" desta vida pela sua douta e iluminada cultura, Ratzinger podia fazer melhor. Ao referir o suposto ateísmo dos nazis comete um erro histórico e absolutamente propositado. Enquanto serviu o referido regime enquanto ajudante de campo, certamente teve oportunidade de observar a fivela do cinto que gentilmente lhe foi providenciado por Hitler e Cª. Na referida peça de metal lia-se Gott mit uns, ou seja, Deus connosco. Bastante ateu. Ademais será conhecedor da concordata assinada por Hitler e pela Santa Sé ou ainda das elogiosas palavras reservadas por Pio XI a Mussolini - um enviado pela Providência.

A pretensão de ver a primária crença numa entidade imaginária banida da vida humana parece-me utópica e completamente irrealista. Não o almejo, nem ouso imaginar. O que se pretende é reconduzir religiões e respectivos líderes ao seu devido lugar na sociedade. Dentro das igrejas a pregar a um número decrescente de fiéis. Lutando desesperadamente por encontrar o seu espaço num mundo cada vez mais esclarecido e revirando doutrinas ancestrais, tornadas obsoletas pelo avanço do conhecimento humano. Longe de crianças, se possível.
coagitado por Daniel Martins às 13:07
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Claro que à esquerda não há extremistas. Sempre a ...
Danny, ganha juízo, pá
Temos os líderes que merecemos.
Não me ocorre nenhuma maneira melhor de passar um ...
Mas quando?
Gosto das ideias, mas deviam rever o grafismo do b...
Gostei! Continua assim, indomável...
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