"Les tableaux sont effrayants, les principes sont perverts, les conséquences sont terribles, et c'est pourquoi nous avons écrit. S'il est dangereux de parler, il serait perfide de se taire." Jean-Pierre Louis de Luchet
11 de Outubro de 2010

A 23 de Janeiro do décimo primeiro ano deste segundo milénio seremos chamados a participar na festa de consagração do sempre austero e ainda mais heróico cidadão que escapa imaculado ao erro e quase sem arranhões à dúvida. Isso. Adivinhou: falo de Cavaco Silva. O macambúzio inquilino do Palácio de Belém renovará o contrato por mais cinco anos, envolto na aura de quem permitiu o entendimento entre José Pinto de Sousa e o amigo de Ângelo Correia que por ora ainda vai ditando leis, ali para os lados da São Caetano à Lapa. A bóia foi estendida e o pessoal vai acreditar pela enésima vez no conto de fadas. Sorridente como nunca, o fleumático algarvio anunciará que estão criadas condições para a recuperação do país. Pelos actores de sempre e sem grandes desvios do guião do costume. À boa maneira da mexicana novela que é a alternância de poder no luso burgo.

 

Sócrates aparecerá ao lado do derrotado, contudo alegre, Manuel, mas não conseguirá disfarçar o júbilo por não ter de aturar alguém de esquerda quinzenalmente. Não volta a ouvir a lenga lenga do milhão de votos e, à boa maneira norte-coreana, é nomeado Querido Líder entre as hostes que de socialistas já só têm o "s". O inseguro António volta a um recanto do parlamento e entrega-se a oposição ao António Maria, que dizem ser um Saralho do Carrilho. Ainda que não em inglês técnico, já está preparado o anúncio de fim da crise. À segunda lá iremos e o Pinho anda por Columbia a acender as iluminadas mentes universitárias americanas. A EDP, fruto dos benefícios arrecadados pelo patrocínio a tão patriótica demanda, será a candeia que alumiará o já então V Império no seu esotérico trilho de ainda mais sinuosa glória.

 

O Pedro cederá, mais cedo ou mais tarde, ao Rio que contra ele corre e que na Invicta nasce. O homem que por aí anda não gostará muito da conversa e mais cedo que tarde os gatos, que no saco laranja quietos permanecem, sairão para a arena. Com os resultados de sempre.

 

Pergunta o leitor: e o povo, pá?

 

coagitado por Daniel Martins às 20:05
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Li por acaso e adorei..
Claro que à esquerda não há extremistas. Sempre a ...
Danny, ganha juízo, pá
Temos os líderes que merecemos.
Não me ocorre nenhuma maneira melhor de passar um ...
Mas quando?
Gosto das ideias, mas deviam rever o grafismo do b...
Gostei! Continua assim, indomável...
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